Setor de educação movimentará bilhões
O estudo do IPC Maps revela que o setor de educação deve gerar um total de R$ 238,2 bilhões em 2024, comparado aos R$ 220,5 bilhões registrados no ano passado. Esse aumento de R$ 17,7 bilhões, ou 8%, reflete a maior procura por serviços educacionais, como cursos de qualificação e graduações, bem como por produtos relacionados, como materiais didáticos e artigos de papelaria.
Entre os valores projetados, R$ 188,7 bilhões devem ser destinados a gastos com matrículas e mensalidades de creches, escolas, faculdades e cursos livres. Esse aumento reforça a percepção de que a educação continua sendo um investimento prioritário para muitas famílias, especialmente em tempos de mudanças tecnológicas que exigem cada vez mais qualificação.
Além disso, o montante de R$ 49,5 bilhões será aplicado na compra de livros, revistas técnicas, materiais escolares e outros produtos de papelaria, itens essenciais para o acompanhamento das atividades educacionais em diversas etapas.
Leia também: Crianças: Brasil enfrenta desafios para ensinar finanças aos pequenos em 2024
São Paulo e Distrito Federal lideram crescimento
O levantamento do IPC Maps destaca São Paulo como o estado que mais gastará com educação em 2024, respondendo por R$ 77,5 bilhões do total. Esse valor reflete a forte demanda do estado, impulsionada pela grande população e pela diversidade de instituições educacionais, que atendem desde a educação infantil até cursos de pós-graduação e especializações profissionais.
No entanto, é o Distrito Federal que registra o maior crescimento percentual, com um aumento de 28,4% em relação ao ano anterior, representando cerca de R$ 6,9 bilhões em investimentos educacionais. Esse avanço pode estar associado ao aumento da renda média na região e à busca crescente por qualificação profissional entre os moradores da capital federal. Outros estados com crescimento significativo em despesas com educação também registraram avanços, mas o Distrito Federal se destaca por seu percentual de alta.
Por outro lado, a pesquisa aponta para uma queda nas despesas com educação em alguns estados do Norte, como Amapá, Rondônia e Roraima, com retrações de 14,1%, 7,4% e 7%, respectivamente. Esses estados podem estar enfrentando desafios econômicos que afetam a capacidade de consumo da população local, especialmente para gastos em educação, que muitas vezes são considerados um investimento de longo prazo.


