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Apenas 27% das mulheres em cursos de ciências concluem graduação

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Impactos da pandemia e desigualdade de gênero

O CEO da Nexus, Marcelo Tokarski, explica em entrevista para a Agência Brasil que a pandemia impactou a conclusão dos cursos para ambos os gêneros, mas as mulheres foram mais afetadas. Entre os principais motivos estão os desafios econômicos, como o desemprego e a queda na renda familiar, além do aumento da carga de trabalho doméstico e do cuidado com familiares.

A vice-presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), Francilene Garcia, também em entrevista para a Agência Brasil reforça essa análise. Segundo ela, em períodos de crise sanitária e econômica, as mulheres são mais exigidas socialmente para cuidar de seus lares e familiares, o que compromete sua permanência na universidade.

“É natural que a gente entenda que há uma pressão maior da sociedade sobre as mulheres em períodos de crises sanitárias como essa que a gente viveu. As mulheres acabam sendo demandadas a assumir ou ocupar espaços junto ao seu núcleo familiar, o que muito provavelmente as colocou em situações desfavoráveis para continuar a formação”, afirma Garcia.

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Sobre o autor Rafaella Ranulfo

Jornalista especializada em assessoria e gestão da comunicação. Pós-graduanda em psicologia positiva, felicidade e bem-estar. Além de suas contribuções online, é autora de dois livros e criadora de conteúdo

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