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Analfabetismo funcional afeta 40 milhões de brasileiros

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Desigualdades sociais influenciam o nível de analfabetismo

A pesquisa também analisou a relação entre alfabetismo funcional, renda e raça. Entre os analfabetos, 63% têm renda familiar de até um salário mínimo. Apenas 1,5% desse grupo recebe mais de cinco salários mínimos. No grupo com alfabetismo rudimentar, 43% ganham até um salário mínimo e 27% têm renda entre um e dois salários mínimos.

Já entre os alfabetizados em nível proficiente, apenas 10% possuem renda de até um salário mínimo. Em relação à raça, os dados mostram que 50% dos analfabetos são pardos, 13% são pretos e 34% são brancos. Entre os indivíduos com alfabetismo rudimentar, a proporção é semelhante: 50% pardos, 11% pretos e 36% brancos. Já entre os alfabetizados em nível proficiente, 51% são brancos, 39% pardos e 8% pretos.

A faixa etária também influencia os níveis de alfabetismo funcional. A maioria das pessoas com esse tipo de dificuldade está entre 50 e 64 anos. Nesse grupo, 51% apresentam algum grau de alfabetismo funcional. No entanto, o problema também afeta os mais jovens.

Entre os brasileiros de 15 a 24 anos, 16% têm alfabetismo funcional limitado. Dentro desse grupo, menos de 2% são considerados analfabetos.

A escolaridade tem impacto direto sobre esses números. Entre os jovens de 15 a 24 anos que concluíram o Ensino Médio, a taxa de alfabetismo funcional cai de 16% para 11%. Já entre os adultos de 50 a 64 anos com o mesmo nível de escolaridade, a proporção cai de 51% para 25%.

Os dados mostram que, apesar da redução no número de analfabetos ao longo das últimas duas décadas, o Brasil ainda enfrenta dificuldades para garantir que toda a população tenha domínio pleno das habilidades básicas de leitura, escrita e matemática.

O índice de alfabetismo funcional permanece elevado e indica que milhões de brasileiros não conseguem realizar tarefas essenciais do dia a dia que envolvem compreensão de textos ou cálculos simples. Esse cenário representa um obstáculo para o desenvolvimento social e econômico do país e reforça a necessidade de políticas públicas voltadas à educação de jovens e adultos.

Sobre o autor Saara Paiva

Jornalista, exploradora de eventos culturais e entusiasta da prática de esportes. Escreve sobre finanças sem palavras difíceis e com temas relevantes para quem vive a realidade brasileira.

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