Queda não significa avanço da escolarização
Desde 2012, o contingente de brasileiros sem educação básica completa caiu cerca de 16%. À primeira vista, o resultado poderia indicar um avanço nas políticas educacionais. No entanto, a pesquisa mostra uma realidade diferente.
Segundo o levantamento, 51% da redução ocorreu em razão da mortalidade dessa população, enquanto apenas 8% pode ser atribuída ao retorno aos estudos por meio da Educação de Jovens e Adultos. Ou seja, para cada pessoa que concluiu a educação básica pela EJA nesse período, mais de seis morreram sem finalizar essa etapa da formação escolar.
Os pesquisadores alertam que existe uma janela de oportunidade cada vez menor para alcançar adultos nascidos entre as décadas de 1960 e 1980, que concentram grande parte da demanda por escolarização.


