Eventos na Cidade Maravilhosa
Até setembro de 2024, os cariocas tiveram 2.163 vagas de empregos formais abertas no setor, de acordo com dados colhidos pelo SindRio através do IFec-RJ. Só neste ano, foram abertos 1.806 bares, restaurantes, lanchonetes e similares na cidade do Rio, capital que além do G20, só neste ano, teve Madonna, Web Summit, Rio2C, Rock In Rio, ExpoFavela e uma lista imensa de outros eventos que ainda devem acontecer até o ano novo.
A ocupação hoteleira também teve bons registros, com média registrada na casa dos 80% na capital, segundo a É claro: a promessa de um legado duradouro pra qualquer evento é frequentemente utilizada para justificar a realização de grandes eventos. Mas, na prática, os legados podem ser limitados e concentrados em determinadas áreas da cidade – como no caso do G20 no Rio, onde a região da Zona Sul foi a mais agraciada. Assim, é preciso ter cuidado para não correr o risco de uma avaliação em que se omita o fator de distribuição de eventos de forma equitativa nas regiões.

O experimentado com a Cúpula e demais eventos mostram que para sediar, é preciso investimento considerável em segurança, infraestrutura e logística. E não basta: é preciso também criar uma atmosfera em que se trabalhe bem para atender às demandas de um público exigente, e sobretudo, para sua própria população, que no dia a dia, é quem mantém a conta ‘verde’.
Os chamados “eventos-teste” precisam ser apenas de ajustes, não uma corriqueira vontade de se chegar a um lugar sem sair dele, sem que se demonstre, mesmo com tempo, habilidade e preparo.
Pra um país que retoma de volta seu posto no mundo como player para grandes discussões, a níveis artísticos e geopolíticos, o trabalho merece atenção, se não, é dinheiro jogado fora. O G20 de hoje é, bem ali em 2025, a COP30, que terá como ‘casa’, Belém. Que seja possível aprender até lá com os amigos pra não deixar o misto-quente queimar.
É o básico.


