PL regulamenta mercado de crédito de carbono
Algumas falas publicadas no portal Agência Senado chamaram muito a minha atenção e servem como reflexão para todos nós. A relatora disse que “O objetivo principal do projeto é posicionar o Brasil como um exemplo de proteção ao regime climático, em benefício de nossa população e das principais atividades socioeconômicas.”
E o senador Eduardo Braga (MDB-AM) enfatizou que “Este projeto traz justiça e esperança para o amazônida. A lei vai permitir que nós possamos valorizar mais a árvore em pé do que a derrubada”. Essas declarações evidenciam o quanto ainda é necessário trazer para a roda de debates todo assunto relacionado ao impacto da natureza na sociedade e na economia.
Percebam que uma não extingue a outra — ou, no mínimo, não deveria. Unificar os conceitos de mercado, investimento e sustentabilidade acredito ser o ponto alto das nossas discussões sobre o futuro do Brasil e do mundo. Precisamos contemplar o todo, e isso será determinante para os próximos anos. O mercado de carbono é promissor, e os investimentos abrirão portas para um retorno financeiro em várias frentes.

Conforme publicação no portal Agência Câmara de Notícias, a implantação do mercado regulado de títulos terá cinco fases e acontecerá em seis anos. O SBCE, responsável pela comercialização, permitirá a negociação de Cotas Brasileiras de Emissão (CBE) e de Certificados de Redução ou Remoção Verificada (CRVE).
O investimento sustentável, que tem como premissa soluções de impacto ambiental, social e de governança, tem permitido às empresas reformular suas práticas de maneira gradativa e inovadora, promovendo maior alcance entre produtos/serviços e entrega/clientes, todo um sistema voltado para a legislação vigente e para um mercado que está cada vez mais exigente. Há oportunidades tanto para quem quer criar quanto para quem deseja investir.
Estamos fechando o ano com importantes ações a serem projetadas e executadas já em 2025, ano também em que seremos anfitriões da COP30, ressignificar a maneira de perceber as oportunidades em formatos já existentes será um ganho para as instituições e para o planeta.


