Regiões mais afetadas pela falta de saneamento
A pesquisa revela que algumas regiões do Brasil enfrentam uma situação ainda mais alarmante. A incidência de internações na Região Centro-Oeste foi a maior do país, com 25,5 hospitalizações a cada 10 mil habitantes. Esse número se deve, em grande parte, ao surto de dengue que atingiu a região em 2024.
Já na Região Norte, onde os índices de saneamento são historicamente baixos, a taxa de internações por doenças de transmissão feco-oral foi o dobro da média nacional. Estados como Amapá e Rondônia registraram algumas das piores estatísticas do país, com taxas de 24,6 e 22,2 internações por 10 mil habitantes, respectivamente.
No Nordeste, a situação também preocupa. O Maranhão apresentou uma taxa de internação por doenças feco-orais seis vezes maior que a média nacional, chegando a 42,5 hospitalizações por 10 mil habitantes. Isso demonstra como a ausência de água potável e coleta de esgoto impacta diretamente na saúde da população.


