O crescente custo dos seguros
O aumento na frequência e intensidade de furacões, tempestades e incêndios florestais está elevando os custos dos seguros. Com riscos mais altos, as seguradoras estão repassando os custos para os proprietários de imóveis, tornando mais caro viver em certas regiões.
Os estados do sul e oeste dos EUA, conhecidos como “Sun Belt”, ou “Cinturão do Sol” (termo que se refere à região que abrange estados do sul e do sudoeste, com clima quente e ensolarado, como Flórida, Texas e Califórnia), estão entre os mais afetados. Cidades como Miami, Jacksonville, Tampa, Nova Orleans e Sacramento já sofrem os impactos desse aumento. Propriedades nessas áreas estão se tornando cada vez mais difíceis de segurar, o que pode desvalorizar os imóveis e incentivar a migração para regiões menos arriscadas.
Os incêndios florestais na Califórnia, por exemplo, têm causado prejuízos bilionários. O JP Morgan (uma das maiores instituições financeiras e bancos de investimentos do mundo) estima que os danos recentes podem ultrapassar US$ 20 bilhões (R$ 117,9 bilhões). Projeções da AccuWeather indicam perdas econômicas entre US$ 52 bilhões e US$ 57 bilhões (cerca de R$ 307 bilhões).


