Com expectativa de receber cerca de 50 mil pessoas em novembro, a cidade de Belém, no Pará, será palco da COP30 — a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas. Mas, mesmo antes do início oficial do evento, um impasse já mobiliza autoridades: a falta de hospedagem.
A solução encontrada pelo governo federal foi inusitada, mas prática: navios de cruzeiro atracados no porto da cidade funcionarão como hotéis flutuantes. Nesta semana, foi confirmada a contratação da terceira embarcação.

O navio da vez é o MSC Lirica, que tem capacidade para acomodar até 2.600 pessoas. Ele se junta aos transatlânticos Costa Diadema, com 4.500 leitos, e MSC Seaview, com 5.000 leitos, ambos já contratados anteriormente. A medida tem o objetivo de complementar a rede hoteleira de Belém, cuja capacidade atual gira em torno de 24 mil leitos — número insuficiente diante da magnitude do evento internacional.


