“Uma COP do jeito do Brasil”
Durante viagem à Ásia, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que a COP30 terá as características e os desafios da realidade brasileira, mas prometeu fazer da edição de Belém a melhor desde a primeira conferência. “Não fiquem olhando a nossa COP como se estivéssemos em Paris, Nova York ou Londres. Olhem como se estivéssemos na cidade de Belém, no estado do Pará, com todos os problemas que nós temos”, declarou Lula.
Na visão do presidente, apesar das limitações de infraestrutura, o evento poderá se destacar pelo protagonismo regional e pelo compromisso do Brasil com a agenda climática global. Em novo discurso, desta vez em Honduras, Lula destacou que a COP30 “não será apenas do Brasil, mas de toda a América Latina e Caribe”.
Pressão sobre países ricos
O presidente também reforçou que o momento exige atuação conjunta dos países para combater os efeitos das mudanças climáticas, lembrando que regiões como a Amazônia e a Antártida já enfrentam riscos de colapso. “O último relatório do IPCC descreve a América Latina e o Caribe como uma das regiões mais vulneráveis do planeta”, afirmou. Lula defendeu ainda que países desenvolvidos assumam metas ambiciosas de redução de emissões, em alinhamento com o Acordo de Paris.
A contratação dos navios revela os obstáculos logísticos que uma cidade como Belém, com carências históricas de infraestrutura, enfrenta ao sediar um evento global. Por outro lado, também mostra criatividade e vontade política de viabilizar uma conferência que pretende marcar o posicionamento do Brasil na agenda ambiental internacional. Com leitos em terra firme e agora também sobre as águas, a COP30 caminha para se tornar, como prometeu o presidente, “a melhor desde a primeira”.


