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Investimentos de impacto social e ambiental geram lucratividade

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Onde investir?

Áreas como educação, saúde, energia limpa, habitação acessível, agricultura sustentável, entre outras, estão no topo da lista, pois também são considerados os setores que mais necessitam de inovação.

Os exemplos de Investimentos de impacto são muitos e vão desde startups de tecnologia limpa (cleantech) — que são empresas cujo foco é reduzir e, se possível, eliminar os impactos ecológicos negativos — até empresas de microfinanças para populações vulneráveis, que potencializam o empreendedorismo.

O estudo Mapeamento Cleantechs 2021, apresentado pela Associação Brasileira de Startups (Abstartups), já registrava 177 empresas no Brasil, com maior concentração em São Paulo, que somava 29,4% das startups. Em 2024, ao apresentar a sétima edição do Mapeamento do Ecossistema Brasileiro de Startups, o foco em descentralizar a distribuição de startups no país — que tem 57,6% registradas na região sudeste — foi o ponto alto.

Trazer notoriedade para as regiões Norte e Nordeste, que têm grande potencial de investimento, é importante não apenas neste momento que antecede a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP 30), como também para as pautas futuras. Os investidores precisam perceber potenciais soluções e focar nessas regiões para podermos distribuir recursos por todo o Brasil. 

De acordo com dados do Portal Gov em 2024, o Programa Nacional de Microcrédito Produtivo Orientado (PNMPO) alcançou um volume recorde de R$ 14,4 bilhões em recursos destinados ao microcrédito — o maior valor já registrado na história dos fundos constitucionais para esse programa.

Outro exemplo é o Programa Acredita no Primeiro Passo, lançado em 2024, que já disponibilizou R$ 623,3 milhões em microcrédito produtivo para pessoas inscritas no Cadastro Único — uma iniciativa que visa promover a inclusão socioeconômica e ampliar o acesso ao empreendedorismo.

Esses recursos financeiros que se diferenciam por buscar o duplo retorno: financeiro e socioambiental. Podem também ser disponibilizados por pessoas físicas, fundos de investimento, fundações e bancos de desenvolvimento. As novas gerações — consideradas as mais engajadas com causas sociais e ambientais — são o perfil atraído por soluções inovadoras e modelos de negócios sustentáveis, influenciando diretamente as decisões dos investidores.

Perceber um futuro e trabalhar para que ele contemple o coletivo de maneira equânime é um grande desafio, mas também uma oportunidade de se destacar no mundo dos negócios positivamente. Outro ponto importante que vale ressaltar são as dificuldades de mensurar o impacto de forma padronizada — o que já pode ser uma solução. 

Escalar negócios assertivamente e potencializar as soluções necessárias para validar as já existentes é um caminho oportuno tanto para investidores quanto para empreendedores e geradores de negócios.

Ao conectar recursos financeiros com causas urgentes, como mudanças climáticas, desigualdade social e acesso à educação, disponibilizamos uma nova narrativa que, mesmo que pareça mais complexa, é também a nossa grande chance de melhorar o ecossistema e propiciar avanços nos meios. São recursos que representam o futuro de um mercado mais consciente e comprometido com o bem-estar coletivo e, portanto, transformador.

Sobre o autor Rachel Maia

Rachel Maia é founder e CEO da RM Cia 360 e fundadora do Instituto Capacita-me. Formada em Ciências Contábeis, possui MBA pela FGV, FIA e especialização em Harvard. Atualmente, atua como Conselheira de Administração Independente em grandes empresas

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