No mundo dos negócios, a velha fórmula “faturamento menos custos igual a lucro” já não é suficiente. Hoje, empresas que desejam ser sustentáveis e lucrativas precisam medir práticas ESG — sigla em inglês para ambiental, social e governança — com indicadores cada vez mais sofisticados e integrados aos balanços financeiros.

Esse movimento ganha força com lideranças que veem a sustentabilidade como essencial para a longevidade das organizações. Para Ana Buchaim, vice-presidente de pessoas, marketing, comunicação, sustentabilidade e investimento social da B3, adotar práticas sustentáveis é uma forma de antecipar riscos e oportunidades causados pelas mudanças climáticas. “É preciso ir além da lógica imediatista de lucros e perdas”, destaca.
Walléria Sampaio, gerente executiva de estratégia e governança da sustentabilidade do Banco do Brasil, concorda: “Incorporar ações de sustentabilidade exige rever profundamente os modelos tradicionais de crescimento e adotar métricas que vão além do lucro financeiro”.

