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Cerca de 295,3 milhões de pessoas enfrentaram fome aguda em 2024

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Causas estruturais: conflitos, clima e economia

O relatório aponta que os conflitos armados e a violência foram os principais vetores da crise alimentar em 2024, afetando cerca de 140 milhões de pessoas em 20 países. A instabilidade geopolítica tem forçado o deslocamento de populações e impedido o funcionamento de sistemas agrícolas e cadeias de abastecimento locais.

Além dos conflitos, os eventos climáticos extremos ligados às mudanças climáticas agravaram o quadro em pelo menos 18 países. O sul da África enfrentou secas prolongadas, enquanto inundações severas atingiram regiões de Bangladesh e da Nigéria, causando perdas agrícolas significativas e escassez de alimentos.

Fatores econômicos também exerceram forte pressão. Segundo o documento, “choques econômicos” como desvalorizações cambiais, inflação de alimentos e aumento de tarifas estão dificultando o acesso das populações vulneráveis à alimentação. O relatório também aponta que o financiamento internacional para ações humanitárias está em queda. A saída dos Estados Unidos, até então o maior doador mundial, contribuiu para a redução dos recursos disponíveis.

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Sobre o autor Thaline Silva

Natural de Belém do Pará, formada em Geografia pela UFPA, graduanda em Jornalismo pela Estácio e roteirista com pós-graduação em Cinema

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