Avanços pontuais e desafios persistentes
Apesar do cenário preocupante, o relatório destaca progressos isolados. No Afeganistão, por exemplo, houve uma redução de cerca de três milhões no número de pessoas em situação de insegurança alimentar nos últimos três anos. Segundo Paulsen, essa melhora se deve, em parte, à assistência concedida a agricultores locais, que puderam retomar a produção de alimentos.
No entanto, o avanço em algumas regiões foi ofuscado pela deterioração em outras. “A fome e a desnutrição se propagam de maneira mais rápida que a nossa capacidade de resposta, enquanto um terço dos alimentos do mundo é perdido ou desperdiçado”, afirmou o secretário-geral da ONU, António Guterres, no prefácio do relatório.
Para 2025, as perspectivas continuam alarmantes. A combinação entre conflitos prolongados, instabilidade climática e declínio no financiamento internacional pode ampliar ainda mais a crise alimentar global, impactando milhões de pessoas nos próximos meses.
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