Boas práticas para empresas que querem lucrar
A criação de programas de diversidade e inclusão (D&I), com metas objetivas e alcançáveis, deve ser uma prática constante. Os resultados obtidos a partir dessas ações são determinantes para a sua continuidade. Investir em liderança inclusiva e em processos seletivos que reduzam vieses inconscientes também é fundamental.
A avaliação contínua dos KPIs de impacto social, como a representatividade em cargos de liderança, tem promovido avanços significativos. Um estudo da Boston Consulting Group (BCG) aponta que equipes executivas diversas são mais propensas a inovar e tomar decisões mais assertivas.
Empresas que valorizam um time com expertises reais e que compreendem o profissional como indivíduo, com saberes e também insciências, inspiram a troca e o constante aprendizado. Dessa maneira, promovem ambientes mais justos — e, consequentemente, crescem, inovam e lucram mais.
Durante boa parte do século XX, o perfil corporativo dominante era homogêneo: homens brancos, heterossexuais e oriundos de classes sociais privilegiadas ocupavam, majoritariamente, os cargos de liderança. Em um mercado cada vez mais competitivo e consciente, a inclusão deixou de ser apenas um ideal ético e tornou-se um diferencial estratégico — um verdadeiro ativo de inovação nas organizações.
A presença de mulheres, pessoas negras, indígenas, LGBTQIAPN+ e pessoas com deficiência era rara e, muitas vezes, simbólica, sem valorização real do potencial transformador desses grupos. A cultura corporativa da época priorizava a conformidade, e não a pluralidade de ideias. E foi a partir daí que nasceu a RM Cia 360, que identificou a importância de atuar nas empresas e na sociedade de maneira orgânica. Esse movimento está tomando novas proporções com a RM International, no Brasil e no continente africano, pois nossas ações são contínuas.
Hoje, o foco não está apenas nas empresas, mas também nas pessoas — que são o verdadeiro centro das organizações. Vivemos uma era em que a diversidade deixou de ser apenas um imperativo moral e passou a representar uma vantagem competitiva concreta. Inteligência coletiva é a palavra de ordem para que o mercado, assim como os consumidores, prospere com consciência e para que a saúde financeira se estabeleça nas instituições e na sociedade.
O que era exceção agora se tornou regra para as corporações que desejam crescer com propósito. A representatividade nas lideranças, antes ignorada, hoje é vista como critério de excelência e diferencial estratégico de marca. A própria lógica dos negócios evoluiu. Se antes os gestores buscavam colaboradores que “se encaixassem”, atualmente valorizam-se profissionais que complementam, desafiam e trazem novas perspectivas.
O passado nos mostrou o custo da exclusão. O presente revela o valor da inclusão. E o futuro, certamente, pertencerá às empresas que compreenderem a diversidade como cultura, estratégia e motor de crescimento econômico. Os números são reais — assim como as pessoas, que são a verdadeira soma dos resultados de uma organização.


