Uma COP na Amazônia e o desafio de explicar por que isso importa
A COP é a reunião mais importante do mundo sobre clima. É nela que 195 países avaliam como reduzir emissões, como financiar a transição energética e como preparar cidades e populações para enchentes, secas, ondas de calor e perdas ambientais que já acontecem em ritmo acelerado.
Realizar esse encontro no coração da Amazônia teve um peso simbólico e prático, já que a floresta funciona como uma espécie de “ar-condicionado natural” do planeta, influencia chuvas no Brasil inteiro e ajuda a regular a temperatura global. Colocar a COP dentro dela deixou claro que qualquer acordo climático relevante precisa passar pela proteção de florestas tropicais e pelos povos que vivem nesses territórios.
Belém também aproximou das negociações grupos que geralmente ficam de fora: ribeirinhos, agricultores, indígenas, moradores de periferias, famílias afetadas por enchentes e estudantes que foram à Green Zone para entender o debate climático. O evento recebeu mais de 513 mil visitantes somando Blue e Green Zones, um recorde que contribuiu para transformar a COP30 em um ambiente mais plural e mais pressionado pelas ruas.
Isso não impediu que a logística fosse um dos principais desafios. Alguns pavilhões ficaram prontos na véspera da abertura, banheiros ficaram sem água, filas se formaram em horários de pico e um curto-circuito provocou um incêndio que cancelou atividades em um dos dias.

