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Mudanças climáticas podem cortar 20% do PIB do Brasil, aponta relatório

Impacto direto nas famílias de renda média e menor

Para o público das classes sociais C e D, os efeitos são concretos: o aumento da frequência de secas, enchentes ou interrupções na geração de energia pode elevar o custo de produtos básicos, transporte, contas de luz e água.

Quando setores como o agronegócio perdem produtividade ou sofrem interrupções, os preços dos alimentos tendem a subir, gerando pressão sobre o orçamento de famílias que já destinam grande percentual da renda à alimentação. Além disso, empregos em regiões vulneráveis, como no Nordeste ou no interior de estados afetados por desastres, podem ficar mais instáveis.

Setores de energia e infraestrutura ameaçados

O cenário de mudanças climáticas também coloca em risco a geração de energia hidrelétrica, que responde por grande parte da energia no país. Segundo o relatório, sistemas energéticos dependem das chuvas e dos biomas que regulam o clima e o ciclo hídrico.

Com interrupções no fornecimento ou necessidade de investimento elevado em adaptação, as tarifas podem subir. Famílias com renda mais baixa podem ter maiores proporções de seu orçamento comprometidas com contas de luz, gás e água.

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