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Protestos na COP30 pedem taxação de bilionários e fim do petróleo na Amazônia

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Democracia e liberdade de protesto

Este é o primeiro ano, em três edições consecutivas, que a COP acontece em um país com liberdade plena de manifestação. As últimas conferências foram realizadas em países com restrições severas a protestos, como Egito, Emirados Árabes Unidos e Azerbaijão.

Por isso, integrantes do governo brasileiro e ambientalistas celebraram o fato de o Brasil sediar um evento onde a sociedade civil pode participar e se expressar livremente. Ainda assim, o episódio levantou debates sobre os limites entre segurança e liberdade de expressão dentro de áreas controladas pela ONU.

O governo federal decretou uma GLO (Garantia da Lei e da Ordem) para reforçar a segurança no entorno da conferência, com apoio das Forças Armadas. Um blindado militar chegou a ser posicionado próximo às barricadas, mas não houve prisões.

Protestos refletem tensões sobre o papel do Brasil

Os protestos na COP30 destacam as tensões entre o discurso ambiental do governo Lula e as críticas à exploração de petróleo na Amazônia. O Brasil tem buscado se apresentar como líder climático global, mas enfrenta resistência de grupos que veem contradição entre a defesa do meio ambiente e a expansão da indústria de combustíveis fósseis.

Para muitos manifestantes, o pedido para “taxar os bilionários” resume o sentimento de que os custos da crise climática não devem recair sobre as populações pobres, mas sim sobre os grandes responsáveis pela emissão de gases de efeito estufa.

Sobre o autor Saara Paiva

Jornalista, exploradora de eventos culturais e entusiasta da prática de esportes. Escreve sobre finanças sem palavras difíceis e com temas relevantes para quem vive a realidade brasileira.

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