Entenda como surgiu a ideia para taxar bilionários
Em fevereiro, Zucman que é diretor da instituição independente European Union Tax Observatory, a convite de Fernando Haddad, ministro da Fazenda, discursou a autoridades do G20 sobre a importância de uma tributação progressiva global, com foco nos bilionários.
Após esse contato, o governo brasileiro solicitou um estudo para detalhar a proposta. Além desse cenário apresentado, Zucman cogitou a possibilidade de uma taxa para pessoas com patrimônio superior a 100 milhões de dólares, o que equivale aproximadamente 583 milhões de reais. Nessa possibilidade, seriam adicionados até 140 bilhões de dólares de ganho anual com a taxação.
“Os sistemas fiscais contemporâneos, em vez de serem progressivos, não tributam efetivamente os indivíduos mais ricos. Com todos os impostos incluídos, pessoas com patrimônio líquido ultraelevado tendem a pagar menos impostos relativamente ao seu rendimento do que outros grupos sociais. Cooperação internacional é essencial para promover justiça fiscal”.
Segundo o economista, a implementação seria feita de forma flexível, considerando a situação de cada país. No entanto, o objetivo final é o mesmo, garantir a cobrança anual de 2% do patrimônio.
“Os impostos só teriam de ser pagos pelos bilionários que ainda não pagam o equivalente a 2% da sua riqueza em imposto sobre rendimentos: apenas os indivíduos com um patrimônio líquido ultraelevado e pagamentos de impostos particularmente baixos seriam afetados”, argumentou.


