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Educação: na contramão da OCDE, Brasil reduz gastos nos últimos 10 anos

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Comparação com os 38 países da OCDE

O estudo Education at a Glance 2024 compara o desenvolvimento escolar entre os 38 membros da OCDE, além de outros 11 países estabelecidos como “parceiros estratégicos” ou que estão em processo de adesão.

Dentre esses 49 países, o Brasil registra um dos piores desempenhos no investimento público para o ensino de crianças até os sete anos. De acordo com a OCDE, o país gasta apenas 3.668 dólares (cerca de R$ 20,6 mil) por aluno, menos de um terço da média de 11.914 dólares (aproximadamente R$ 67 mil).

O resultado colocou o Brasil acima apenas de Romênia, Turquia, África do Sul, México e Peru no ranking de gastos com educação para essa faixa etária em 2021. Países como Argentina, Costa Rica e Chile tiveram resultados melhores.

A mesma proporção é observada no ensino fundamental e médio, com o Brasil investindo apenas um terço do que os países da OCDE investem. Os gastos públicos se aproximam dos demais países apenas no ensino superior.

Nesta fase, o investimento público por aluno universitário no Brasil é de 13.569 dólares (R$ 76,3 mil), comparado a 17.138 dólares (R$ 96,3 mil) nos demais países.

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Sobre o autor João Vitor Marliére

Graduando de jornalismo pela USCS, com passagens pela Editora Globo nos portais Inteligência Financeira e Valor Econômico

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