A crise elétrica no Equador alcançou um novo patamar em 2024, com o país sofrendo a pior seca dos últimos 61 anos. A escassez hídrica comprometeu a produção de energia hidrelétrica, principal fonte de eletricidade do país. Portanto, obriga o governo a adotar medidas drásticas para gerenciar o sistema elétrico. Entre as ações emergenciais, está a programação de cortes de energia nacionais em dias específicos, afetando milhões de equatorianos.
De acordo com um comunicado oficial emitido pela Presidência do Equador no dia 16 de setembro, os apagões estão previstos para os dias 23, 24, 25 e 26 de setembro. Nessas datas, o fornecimento de energia será interrompido entre as 22h e as 6h do dia seguinte, com o objetivo de preservar o sistema elétrico do país. A medida foi adotada em resposta direta à crise elétrica que se agravou devido à redução do volume de água dos rios que alimentam as hidrelétricas equatorianas.
A seca mais severa em seis décadas
A seca que afeta o Equador em 2024 é a mais intensa registrada nos últimos 61 anos, conforme relatado por autoridades meteorológicas e de gestão de recursos hídricos. Essa crise hídrica não apenas impactou a agricultura e o abastecimento de água em áreas urbanas e rurais, mas também reduziu drasticamente a produção de energia hidrelétrica que responde por cerca de 80% da eletricidade do país.
Sem o fluxo adequado de água nos rios, as hidrelétricas operam com capacidade reduzida, forçando o governo a recorrer à importação de eletricidade da Colômbia e à utilização de fontes alternativas de energia, como gás natural e energia térmica. Ainda assim, essas medidas têm sido insuficientes para atender à demanda energética do país, especialmente em regiões mais industrializadas, como Quito e Guayaquil.
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