Produtos da União Europeia devem substituir importações de outros países, aponta Ipea
De acordo com um estudo do Ipea, as importações brasileiras de produtos europeus tendem a crescer de forma significativa. No entanto, a previsão é que grande parte desse aumento substitua itens que o Brasil atualmente importa de outras regiões, como a China.
Com isso, o impacto geral do acordo na balança comercial brasileira seria praticamente neutro, considerando os efeitos acumulados entre 2024 e 2040.
“O Brasil deve aumentar suas exportações para a União Europeia em cerca de US$ 10 bilhões, mas isso seria compensado por reduções modestas nas vendas para outros países do Mercosul e para o restante do mundo, resultando em um impacto pouco expressivo em termos absolutos”, destaca o estudo.
Por outro lado, nas importações, o cenário seria diferente. O aumento de US$ 31,7 bilhões nas compras da União Europeia seria, em sua maioria, compensado por uma redução de US$ 21,1 bilhões nas importações de outras regiões e por uma queda de US$ 869 milhões nas importações dos países do Mercosul. Assim, aproximadamente dois terços do crescimento nas importações da União Europeia ocorreriam à custa de compras de outros mercados, conclui o levantamento.
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