1. As decisões de Donald Trump
Uma possível disputa tarifária iniciada pelo presidente eleito dos Estados Unidos é um dos principais tópicos que estarão em discussão em 2025.
Trump declarou, no final de novembro, que, no primeiro dia de seu mandato, assinaria uma ordem executiva impondo tarifas sobre produtos do Canadá, México e China.
Segundo suas palavras, a tarifa seria de 10% para os produtos chineses e de 25% para os provenientes do México e do Canadá.
Ele afirmou, em uma postagem na rede Truth Social, que “esta tarifa permanecerá em vigor até que as drogas, especialmente o fentanil, e todos os imigrantes ilegais ponham fim a esta invasão do nosso país”.
No entanto, alguns economistas, como Gerardo Esquivel, professor da Universidade Nacional Autônoma do México (UNAM), consideram difícil que esse anúncio se concretize. Ele sugeriu que isso poderia ser uma estratégia para iniciar negociações com uma posição vantajosa.
Esquivel alertou que, caso as tarifas sejam realmente aplicadas, os efeitos seriam extremamente negativos para as economias envolvidas.
Joan Domene, economista-chefe para a América Latina da consultoria Oxford Economics, também não acredita que haverá uma aplicação generalizada de tarifas sobre todos os produtos mexicanos.
Ela indicou que, se algo for concretizado, seria em “setores estratégicos muito específicos”, como aço, alumínio e alguns produtos agrícolas, destacando que, como as tarifas não seriam aplicadas a todos os produtos, o impacto sobre a economia global seria reduzido.
Domene acrescentou que o principal objetivo de Trump poderia ser aumentar a pressão sobre o governo mexicano, buscando “obter concessões” em questões como a renegociação do acordo comercial entre os Estados Unidos, México e Canadá (USMCA) e as políticas de imigração.
Em relação aos investimentos, até que a situação sobre as tarifas seja esclarecida, alguns projetos podem ser afetados. Felipe Hernández, economista para a América Latina da Bloomberg Economics, mencionou que algumas empresas americanas com planos de investir no México estão adiando seus projetos devido à incerteza.
Ele afirmou que “a incerteza atrapalha as decisões de investimento”.


