IBOV 138.420 +0,82% USD/BRL 5,18 -0,34% EUR/BRL 5,62 +0,11% Bitcoin US$ 61.450 -0,38% Ethereum US$ 1.627 -0,67% Selic 9,75% estável IPCA 12m 3,84% -0,12pp Petróleo Brent US$ 82,40 +1,21%

Brasil descarta moeda única do Brics, mas busca reduzir uso do dólar

Por

·

Trump ameaçou impor tarifas de 100% aos Brics se tentassem substituir o dólar

Em janeiro deste ano, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reforçou sua postura agressiva em relação às tarifas e às relações comerciais internacionais, destacando que os países do BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) devem comprometer-se a não substituir o dólar americano nas transações internacionais. Em uma postagem em sua rede social, Truth Social, Trump afirmou que qualquer nação que tente substituir a moeda americana enfrentará tarifas de 100%.

Trump ainda declarou que os EUA exigirão uma confirmação de que os membros do BRICS não apoiarão a criação de uma nova moeda para o bloco, nem facilitarão a substituição do dólar. “Não há chance de que o BRICS substitua o dólar dos EUA no comércio internacional, ou em qualquer outro lugar, e qualquer país que tentar deve dizer olá para as tarifas e adeus para a América”, escreveu o presidente republicano.

Em reação às ameaças de Trump, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o Brasil responderia com “reciprocidade” caso os Estados Unidos aumentassem as tarifas sobre os produtos brasileiros. Lula garantiu que o Brasil não hesitaria em aplicar tarifas sobre as exportações americanas, caso a situação exigisse, reforçando o tom de firmeza nas negociações comerciais entre os dois países.

Outras ameaças tarifárias de Trump

Além das ameaças dirigidas ao BRICS, Trump também ampliou suas sanções tarifárias a outros países, incluindo a China, a União Europeia, o Canadá e o México. Trump afirmou que, imporia tarifas de 25% sobre as importações do Canadá e do México, citando preocupações com o fluxo de fentanil, a entrada de imigrantes ilegais e déficits comerciais como justificativas. No caso do petróleo, um dos principais produtos importados dos vizinhos, Trump indicou que poderia isentar o produto da tarifa, dependendo dos preços internacionais.

Barreiras contra a China

Trump também abordou a situação com a China, prometendo novas tarifas contra o país, devido ao não cumprimento de acordos relacionados ao controle do fentanil e outros produtos químicos prejudiciais aos Estados Unidos. O presidente americano sinalizou que está preparado para seguir com a implementação de tarifas adicionais, que poderiam impactar ainda mais as relações comerciais entre as duas potências.

Essas movimentações fazem parte de uma estratégia mais ampla de Trump para proteger a economia dos EUA e manter sua posição dominante no comércio global, com a promessa de novas barreiras tarifárias em diversos setores.

Leia também: Sobretaxa ao aço: veja as empresas brasileiras mais afetadas

Sobre o autor Thaline Silva

Natural de Belém do Pará, formada em Geografia pela UFPA, graduanda em Jornalismo pela Estácio e roteirista com pós-graduação em Cinema

Newsletter

As principais notícias de finanças no seu e-mail

Análises de mercado, economia e negócios. Sem spam, cancele quando quiser.

Publicidade