Trump ameaçou impor tarifas de 100% aos Brics se tentassem substituir o dólar
Em janeiro deste ano, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reforçou sua postura agressiva em relação às tarifas e às relações comerciais internacionais, destacando que os países do BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) devem comprometer-se a não substituir o dólar americano nas transações internacionais. Em uma postagem em sua rede social, Truth Social, Trump afirmou que qualquer nação que tente substituir a moeda americana enfrentará tarifas de 100%.
Trump ainda declarou que os EUA exigirão uma confirmação de que os membros do BRICS não apoiarão a criação de uma nova moeda para o bloco, nem facilitarão a substituição do dólar. “Não há chance de que o BRICS substitua o dólar dos EUA no comércio internacional, ou em qualquer outro lugar, e qualquer país que tentar deve dizer olá para as tarifas e adeus para a América”, escreveu o presidente republicano.
Em reação às ameaças de Trump, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o Brasil responderia com “reciprocidade” caso os Estados Unidos aumentassem as tarifas sobre os produtos brasileiros. Lula garantiu que o Brasil não hesitaria em aplicar tarifas sobre as exportações americanas, caso a situação exigisse, reforçando o tom de firmeza nas negociações comerciais entre os dois países.
Outras ameaças tarifárias de Trump
Além das ameaças dirigidas ao BRICS, Trump também ampliou suas sanções tarifárias a outros países, incluindo a China, a União Europeia, o Canadá e o México. Trump afirmou que, imporia tarifas de 25% sobre as importações do Canadá e do México, citando preocupações com o fluxo de fentanil, a entrada de imigrantes ilegais e déficits comerciais como justificativas. No caso do petróleo, um dos principais produtos importados dos vizinhos, Trump indicou que poderia isentar o produto da tarifa, dependendo dos preços internacionais.
Barreiras contra a China
Trump também abordou a situação com a China, prometendo novas tarifas contra o país, devido ao não cumprimento de acordos relacionados ao controle do fentanil e outros produtos químicos prejudiciais aos Estados Unidos. O presidente americano sinalizou que está preparado para seguir com a implementação de tarifas adicionais, que poderiam impactar ainda mais as relações comerciais entre as duas potências.
Essas movimentações fazem parte de uma estratégia mais ampla de Trump para proteger a economia dos EUA e manter sua posição dominante no comércio global, com a promessa de novas barreiras tarifárias em diversos setores.
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