Exportações primárias ganham espaço
A balança comercial brasileira de 2024 registrou um superávit de US$ 74,6 bilhões, equivalente a R$ 369,27 bilhões, um dos maiores da história. No entanto, a participação da indústria de transformação caiu de 64% para 52% em dez anos. Produtos como açúcar, óleos combustíveis e carne bovina têm dominado as exportações.
“A reprimarização das exportações é preocupante, pois significa menor agregação de valor e menor competitividade industrial”, afirmou Velloso. Esse movimento pode impactar negativamente a geração de empregos qualificados e a inovação no país. A dependência do setor primário torna a economia mais vulnerável às oscilações do mercado internacional, principalmente em períodos de queda nos preços das commodities.
Além disso, a exportação de produtos primários não incentiva o desenvolvimento tecnológico e industrial, limitando o crescimento econômico sustentável. O Brasil já foi referência em diversos setores industriais, como aeronáutico, automotivo e de tecnologia, mas a redução dos investimentos ameaça essa posição.


