Detalhes dos investimentos
Cada uma das instituições que participam do fundo vai fazer um aporte importante para formar o dinheiro inicial do projeto. O BNDES, que faz parte do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, deve investir entre R$ 50 milhões e R$ 125 milhões, por meio da BNDESPar — uma área do banco que apoia negócios estratégicos para o país. Com esse investimento, o banco reforça seu objetivo de incentivar setores que misturam inovação com impacto social.
A Finep, que é ligada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações, vai contribuir com até R$ 60 milhões. A Finep já tem experiência em apoiar pesquisa e inovação no Brasil e vê esse fundo como uma boa chance de incentivar soluções práticas para os problemas da saúde pública, como novas biotecnologias e ferramentas digitais para melhorar o atendimento e a gestão da saúde.
A Fundação Butantan, por sua vez, vai investir pelo menos R$ 50 milhões. Além de dinheiro, ela traz para o fundo sua grande experiência em saúde pública, ajudando a conectar ciência, produção e inovação. A expectativa é que, depois dos primeiros investimentos, o fundo também consiga atrair outros apoiadores, tanto do setor público quanto do setor privado, aumentando o impacto da iniciativa.
Segundo o BNDES, esse fundo tem potencial para se tornar uma plataforma que atrai capital nacional e internacional para o setor de saúde. A ideia é ajudar empresas que hoje têm dificuldade de conseguir crédito ou investimentos. Como o fundo será administrado por especialistas, as empresas vão receber não só o dinheiro, mas também apoio na gestão, redução de riscos e planejamento estratégico — aumentando as chances de sucesso dos negócios.


