Por quais transformações passamos
Eu sei exatamente o que estou sentindo. Mas nada melhor do que ouvir quem entende do assunto, e foi o que fiz. Tive uma longa conversa com a ginecologista Gláucia Fortini, que definiu a menopausa como ausência total da menstruação durante um ano consecutivo. Antes disso, chama-se perimenopausa ou pré-menopausa e, depois, pós-menopausa. Ou seja, entrou, não sai mais.
Cada corpo é um corpo e reage de forma diferente aos estímulos, mas uma coisa é certa: não temos como fugir da menopausa. Até podemos amenizar alguns sintomas, mas logo ali na esquina algo inesperado pode acontecer, tipo: incontinência urinária, pele seca, queda capilar, ganho de peso, dores pelo corpo, boca seca, perda de massa muscular, ansiedade, problemas de concentração, mudanças de humor, ressecamento vaginal. Não se sabe ao certo, mas os sintomas devem passar da lista dos 80.
Estou escrevendo este texto e sentindo alguns: o calor intercalado com o cansaço mental. É algo que não temos controle, por mais que a reposição hormonal esteja sendo realizada. Falo isso por mim: às vezes, a sensação é de que nada resolve e de que, a cada dia, estou me afundando nos “círculos concêntricos do Inferno de Dante”.
A médica reafirmou algo que eu já sabia: as mulheres que não têm nenhuma comorbidade podem buscar a reposição hormonal ou hormonioterapia natural (resultado mais rápido) ou fitoterápica (efeito demora um pouco mais), concomitantemente com outras mudanças de hábito, como o uso de suplementos vitamínicos, atividade física e controle multidisciplinar – consultas com ginecologista, endocrinologista e ortopedista – este último para acompanhar a fragilidade óssea.


