Quem são os indiciados pela CPI e por quais crimes
Entre os 16 nomes, destacam-se Virginia Fonseca e Deolane Bezerra, ambas influenciadoras digitais. Virginia é acusada de estelionato e publicidade enganosa. A CPI aponta que ela promoveu uma casa de apostas chamada “Esportes da Sorte” usando contas simuladas (contas-demo), dando a entender que realizava apostas reais, o que teria levado seguidores ao engano.
O contrato associado à promoção previu que ela recebesse 30% dos lucros da empresa obtidos por meio de seus seguidores, o que caracteriza uma prática conhecida como “cachê da desgraça alheia”.
Já Deolane Bezerra, além de ter promovido apostas em uma plataforma não autorizada, é acusada de jogo de azar, estelionato, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Segundo o relatório, Deolane atuava como sócia oculta da empresa ZeroUmbet, que operava sem autorização do Ministério da Fazenda, mas com liminares judiciais no estado de São Paulo.
O documento ainda aponta que, em novembro de 2024, ela teria vendido sua participação na empresa por R\$ 30 milhões, sem registro formal de pagamento, e que a plataforma foi alvo de investigação da Polícia Federal por lavagem de dinheiro e jogos ilegais.
Outros indiciados incluem empresários ligados a plataformas de apostas e processamento de pagamentos, todos acusados pelos crimes de estelionato, lavagem de dinheiro, associação criminosa e sonegação fiscal. Entre eles:
- Fernando Oliveira Lima (Fernandin OIG), Erlan Ribeiro, Toni Macedo — proprietários ou administradores de plataformas de apostas, acusados de lavagem, associação criminosa e ocultação patrimonial;
- Marcus Vinicius Freire de Lima e Silva e Jorge Barbosa Dias, igualmente empreendedores da área, enfrentam acusações que incluem lavagem de dinheiro, jogos ilegais, evasão fiscal, além de corrupção e tráfico de influência.
Outros alvos incluem Adélia de Jesus Soares, Daniel Pardim, Ana Beatriz Scipião, Jair Machado, José Daniel Saturnino, Leila Pardim, Marcella Ferraz, Pâmela de Souza Drudi e Bruno Viana Rodrigues – todos acusados de associação criminosa, lavagem e estelionato – alguns também por falsos testemunhos.
A proposta segue agora para votação da CPI e posterior envio ao Ministério Público, que poderá iniciar ações judiciais contra os indiciados.


