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Elon Musk, uma bomba–relógio

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Uma verdadeira queda de braço

Mesmo com comprovação científica e resultados positivos, o uso da cetamina ainda enfrenta barreiras para se tornar um tratamento viável para quem precisa.

Planos de saúde, por exemplo, negam a cobertura alegando que o medicamento não é totalmente aprovado pela Anvisa — o chamado uso “off-label”. Por isso, muitos pacientes têm recorrido à Justiça — e conseguido decisões favoráveis. Fica a dica para os usuários do SUS.

A venda da medicação é permitida apenas para clínicas e hospitais (incluindo veterinários), mas parece que qualquer um consegue comprar livremente na internet — e em festas país afora. É aí que mora o perigo.

Numa rápida busca online, encontrei vários sites de distribuidoras vendendo o produto sob “restrição” (não se sabe até onde vai essa restrição). Uma oferta me chamou a atenção: 25 ampolas por R$ 961,94 à vista — ou em seis vezes sem juros — com a descrição: uso intravenoso e intramuscular, uso adulto e pediátrico.

O anestésico veterinário também é encontrado com facilidade: um kit com quatro caixas pode custar até R$ 703.

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Sobre o autor Livia Calmon

Jornalista com passagens pelas redações da TV Globo — São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Minas Gerais e Bahia —, da TV Record SP, Band SP e revista IstoÉ Gente. Produtora de Conteúdo de Campanhas Políticas e estudiosa da área da saúde

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