Incentivo aos populares e compromisso com o meio ambiente
A nova política de redução do IPI será baseada em critérios como potência do motor, tipo de combustível, eficiência energética, nível de reciclabilidade do veículo e exigência de que o carro seja fabricado no Brasil. A ideia central é estimular a produção e o consumo de carros que causem menor impacto ambiental, mas sem deixar de lado a preocupação com o bolso do consumidor.
Devem ser beneficiados principalmente os chamados carros populares com motor 1.0 flex (que aceitam gasolina e etanol), com potência inferior a 90 cavalos.
Atualmente, esses modelos pagam 7% de IPI. Com o novo decreto, essa alíquota poderá ser reduzida, tornando esses veículos ainda mais acessíveis. Por outro lado, carros com motor 1.0 turbo – mesmo que sejam pequenos – não devem ser incluídos na redução de impostos.
A medida pode favorecer modelos de entrada de diversas montadoras que já têm grande presença no mercado brasileiro. Como não haverá um limite de preço para o carro que poderá receber o benefício, o que vai determinar o desconto será o cumprimento dos critérios técnicos estabelecidos no decreto.
A previsão é que tanto pessoas físicas quanto empresas sejam beneficiadas pela medida. O impacto pode ser significativo no mercado, principalmente em um cenário em que os veículos populares têm sofrido com o aumento de preços e a redução do poder de compra da população.


