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Confira os destaques do calendário econômico desta semana, 21 de julho

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Confira o calendário da semana:

A abertura da semana começa com o Boletim Focus, divulgado pelo Banco Central do Brasil na segunda-feira, 21, às 8h30. O relatório reúne as projeções do mercado financeiro para indicadores-chave como inflação (IPCA), Produto Interno Bruto (PIB), câmbio e taxa Selic. Até a última atualização, as expectativas apontavam inflação de 4,02% em 2025, crescimento do PIB em 2,1%, dólar a R$ 5,10 e Selic encerrando o ano em 10,25% ao ano.

Na terça-feira, 22, os holofotes se voltam para os Estados Unidos. Às 9h30 (horário de Brasília), o presidente do Federal Reserve (Fed), Jerome Powell, realiza um discurso que poderá dar pistas sobre os próximos passos da política monetária norte-americana. A vice-presidente do banco central, Michelle Bowman, também falará às 14h. Esses discursos são acompanhados de perto porque qualquer sinalização sobre corte ou manutenção dos juros pode impactar diretamente os mercados emergentes, como o Brasil.

Ainda nos EUA, o Instituto Americano de Petróleo (API) divulga às 17h30 o relatório semanal dos estoques de petróleo bruto. O número é importante para entender a dinâmica da oferta e demanda de energia, com influência sobre os preços do barril, que atualmente gira em torno de US$ 82,00 (aproximadamente R$ 446,20), com base na cotação do dólar a R$ 5,44, segundo dados do Banco Central de 19 de julho.

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Na Zona do Euro, às 14h, será a vez da presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde, discursar. A expectativa é de que Lagarde aborde as projeções econômicas para o bloco e a condução das taxas de juros, atualmente fixadas em 4,25% ao ano.

A quarta-feira, 23, traz dados importantes do setor imobiliário norte-americano. Às 8h, será divulgada a taxa média de hipoteca de 30 anos (MBA Mortgage Rate), enquanto às 11h sai o número de vendas de casas existentes. A saúde do setor imobiliário é considerada um termômetro da economia americana. Além disso, às 11h30, a Administração de Informação de Energia (EIA) publica os estoques semanais de petróleo e gasolina. Na Alemanha, o destaque será o Índice de Confiança do Consumidor, medido pelo instituto GfK.

A quinta-feira, 24, é, sem dúvida, o dia mais agitado. A partir da madrugada, são divulgados os registros de novos automóveis na União Europeia e diversos PMIs (Índices de Gerentes de Compras) — indicadores que mostram a atividade econômica nos setores industrial e de serviços — na Alemanha, Zona do Euro, Reino Unido e Estados Unidos. Os PMIs são usados por analistas como termômetro do crescimento econômico.

O BCE também divulgará sua decisão sobre a Taxa de Depósito Facilitado, atualmente em 4%, às 9h15. A entrevista coletiva com Lagarde, que ocorre às 9h45, pode trazer esclarecimentos sobre os próximos movimentos do banco. No Reino Unido, os destaques serão o Índice de Otimismo Empresarial e as Tendências Industriais da CBI (Confederação da Indústria Britânica). Nos EUA, a atenção estará voltada para as vendas de novos imóveis residenciais, às 11h.

Por fim, na sexta-feira, 25, os mercados brasileiros estarão atentos ao IPCA-15, divulgado às 9h pelo IBGE. Considerado uma prévia da inflação oficial do mês, o indicador influencia decisões de consumo e investimentos. Em junho, o IPCA-15 registrou alta de 0,39%, acumulando 4,06% em 12 meses. A prévia de julho deve indicar se a pressão inflacionária permanece ou começa a arrefecer.

Na Europa, o IFO alemão divulga o Clima Empresarial, que mede a confiança de empresários da maior economia do continente. Já o Reino Unido apresenta os dados de vendas no varejo, termômetro do consumo das famílias britânicas.

Nos Estados Unidos, o foco será o número de pedidos de bens duráveis, um indicador que mede a demanda por produtos com vida útil superior a três anos, como eletrodomésticos e equipamentos industriais. Um aumento nos pedidos sinaliza confiança das empresas e consumidores na economia.

Com um calendário intenso e repleta de dados que mexem com os mercados, a semana promete volatilidade. Investidores devem ficar atentos aos desdobramentos desses indicadores para ajustar estratégias, principalmente diante das incertezas sobre política monetária nos EUA e na Europa.

Sobre o autor Rafaella Ranulfo

Jornalista especializada em assessoria e gestão da comunicação. Pós-graduanda em psicologia positiva, felicidade e bem-estar. Além de suas contribuções online, é autora de dois livros e criadora de conteúdo

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