Efeitos para a exportação do Ceará e possíveis soluções
Os efeitos da taxação já começaram a aparecer no Ceará. Sem poder exportar, muitas cooperativas estão com estoques cheios e sem previsão de escoamento. Como o mercado interno não consegue absorver toda essa produção, os preços do produto tendem a cair localmente, o que reduz ainda mais a renda dos pequenos produtores.
A situação também traz incertezas para os próximos meses, já que os apicultores seguem colhendo o produto, mas sem saber se terão para quem vender. Além disso, o armazenamento prolongado pode comprometer a qualidade do produto, o que gera mais prejuízo para as cooperativas.
Especialistas defendem que o governo federal atue rapidamente em duas frentes. A primeira é diplomática: negociar com os Estados Unidos para tentar reduzir ou eliminar a taxa, especialmente para produtos agrícolas que já tinham contratos vigentes. A segunda é o incentivo à diversificação de mercados, fortalecendo a exportação para países da Europa, Ásia e Oriente Médio, onde o mel brasileiro também é bem aceito.
Enquanto essas soluções não chegam, o prejuízo segue afetando o setor apícola no Ceará, que vinha avançando em sustentabilidade e geração de emprego no campo. Agora, diante da instabilidade no comércio internacional, produtores enfrentam incertezas e arriscam ver anos de esforço escoando sem destino.


