Consumo ativo e prioridades bem definidas nas favelas
O estudo também investigou os hábitos de consumo dessa população. Nos próximos seis meses, 70% dos moradores pretendem comprar roupas, 60% querem adquirir perfumes e 51% planejam comprar produtos de beleza, eletrodomésticos ou materiais de construção.
A educação também aparece como uma das prioridades: 43% desejam investir em cursos e 29% em idiomas. A região Norte lidera as intenções de compra em diversas categorias: roupas (77%), perfumes (67%), materiais de construção (59%) e eletrodomésticos (61%).
O interesse por aparência pessoal também é significativo. Segundo o levantamento, 77% dos entrevistados dizem se importar muito com sua imagem, 57% consideram cosméticos itens de primeira necessidade e 37% acreditam que uma boa aparência ajuda na conquista de oportunidades profissionais.
Além disso, 63% costumam buscar dicas e tutoriais de beleza nas redes sociais, enquanto 57% se inspiram em influenciadores com trajetórias parecidas às suas.
Para Meirelles, esses dados mostram uma população ativa e atenta ao consumo. “O desejo de consumo está vivo nas favelas e pulsa em todas as categorias, do vestuário à educação. Quem vive nesses territórios quer comprar, renovar a casa, se cuidar, investir no futuro”, afirmou.


