Horário de verão pode reduzir consumo nos horários críticos
O horário de verão é uma medida adotada para aproveitar melhor a luz natural do dia. Ao adiantar os relógios em uma hora durante o verão, as pessoas passam a realizar suas atividades mais cedo em relação ao sol. Isso permite que, no fim da tarde, ainda haja claridade, reduzindo a necessidade de acender luzes e usar equipamentos elétricos.
Na prática, essa mudança diminui o consumo de energia nos horários de pico, ajudando a aliviar a pressão sobre o sistema. O ONS estima que a volta do horário de verão pode trazer um ganho de até 2 gigawatts (GW) de capacidade no momento mais crítico do consumo — o equivalente à produção de uma grande usina hidrelétrica.
Apesar de seus benefícios, a medida foi suspensa em 2019 após estudos indicarem que os ganhos em economia de energia tinham diminuído com o passar dos anos. Isso ocorreu, principalmente, porque o uso de energia para iluminação foi reduzido com a popularização de lâmpadas LED, e o uso de ar-condicionado passou a ser mais relevante, o que tornava a economia menos significativa.
Agora, no entanto, o cenário mudou. O risco de falta de energia no horário de ponta voltou a ser uma ameaça real, e o horário de verão passou a ser visto como um instrumento possível para enfrentá-la. Para que a medida possa ser aplicada ainda em 2025, a decisão precisa ser tomada até agosto, já que é necessário tempo para ajustes técnicos, comunicação à população e adaptação de sistemas.


