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Brasil enfrenta tarifas norte-americanas em setores-chave

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Produtos mais afetados e valores das tarifas

O aço e o alumínio passaram a ser taxados pelos EUA em 12 de março de 2025, com tarifa de 25%. Em seguida, em abril, outras categorias foram incluídas no “tarifaço” com taxas de 10% a 50%, dependendo do produto.

Tarifas sobre produtos brasileiros afetam economia
Setores como café, carne bovina, pastas químicas de madeira e ferro-gusa também estão incluídos na lista dos mais exportados ao mercado norte-americano | Foto: Reproduçao/Canva

De acordo com análises do BTG Pactual e da Fitch Ratings, os produtos brasileiros com maior risco são:

  • Semimanufaturados de ferro e aço (72,5% da produção vão aos EUA)
  • Aeronaves (63,2%)
  • Materiais de construção (57,5%)
  • Etanol (48,5%)
  • Madeira e derivados (43,3%)
  • Petróleo e derivados (27,9%)

Valores de tarifas específicas aplicadas pelos EUA sobre produtos brasileiros:

  • Semimanufaturados de ferro e aço: 7,2%
  • Carnes bovinas congeladas e desossadas: 10,8%
  • Café em grão não torrado: 9%
  • Pastas químicas de madeira: 3,6%
  • Etanol: 2,5%, enquanto o Brasil cobra 18% dos EUA

Aeroportos e aviões de carga estão isentos destas tarifas, mas novos ajustes podem causar impacto nesse setor, dependendo da forma como as tarifas recíprocas forem aplicadas.

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Sobre o autor Saara Paiva

Jornalista, exploradora de eventos culturais e entusiasta da prática de esportes. Escreve sobre finanças sem palavras difíceis e com temas relevantes para quem vive a realidade brasileira.

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