Efeitos no câmbio, economia e exportações
As declarações de tarifação provocaram movimentos no câmbio e no mercado brasileiro. No anúncio em 10 de julho de 2025, o real caiu 2,9%, e a Bolsa de Valores (Ibovespa) acumulou perdas após dois dias consecutivos. O motivo foi a ameaça de impostos de até 50% e a confirmação de que entrariam em vigor em 1º de agosto.
O impacto direto pode reduzir entre 0,3% e 0,4% do PIB, além da possibilidade de queda de até 60% nas exportações brasileiras para os EUA. Setores mais vulneráveis respondem por cerca de 1,6% do PIB.
Já o efeito sobre materiais como o aço e o alumínio pode ser relevante para a indústria brasileira. Em 2024, o Brasil exportou US$ 4,1 bilhões em aço para os EUA, cerca de 60% da exportação total deste produto. O Ministério da Fazenda informou que, embora o aço represente apenas 1,9% das exportações brasileiras totais, ele corresponde a 40,8% do setor.
Para o etanol, o impacto direto pode ser limitado, já que a quantidade destinada aos EUA é menor que 20% da produção brasileira. No entanto, o etanol americano enfrenta tarifa de 18% ao entrar no Brasil, enquanto a tarifa americana sobre o etanol brasileiro é de apenas 2,5%.
Já no setor de café, já é possível observar movimentações quando verificamos os contratos futuros (que são acordos financeiros entre duas partes para comprar ou vender um ativo específico): os preços do café arábica caíram 2,3%, enquanto os contratos para entrega imediata subiram 3%, refletindo incerteza na demanda.


