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Venezuela volta a isentar produtos do Brasil de imposto

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Na última semana, exportadores brasileiros que vendem produtos para a Venezuela foram pegos de surpresa. Mercadorias que antes entravam no país vizinho sem pagar imposto começaram a ser cobradas com taxas que chegaram a 77%. Isso causou preocupação, atraso nas entregas e até prejuízos para muitos produtores e empresas.

Venezuela volta a isentar produtos do Brasil de imposto

Na última semana, exportadores brasileiros que vendem produtos para a Venezuela foram pegos de surpresa. Mercadorias que antes entravam no país vizinho sem pagar imposto começaram a ser cobradas com taxas que chegaram a 77%. Isso causou preocupação, atraso nas entregas e até prejuízos para muitos produtores e empresas.

A situação aconteceu porque o sistema usado pela alfândega da Venezuela, chamado Sidunea, parou de reconhecer os certificados de origem dos produtos brasileiros. Esse documento é uma prova de que o produto foi feito no Brasil. Ele é necessário para que as mercadorias tenham direito à isenção de impostos, ou seja, para que não paguem taxas ao entrar no outro país.

Esses certificados fazem parte de um acordo entre Brasil e Venezuela, assinado em 2014. Pelo acordo, a maioria dos produtos vendidos entre os dois países não paga imposto de importação. Mas, com o problema no sistema da Venezuela, o acordo não foi seguido corretamente por alguns dias.

Comércio foi afetado e causou preocupação

A falha causou impacto direto na economia, principalmente no estado de Roraima, que faz fronteira com a Venezuela. Muitos produtores da região vivem da exportação de alimentos, produtos agrícolas e itens de uso diário para o país vizinho. Com os impostos sendo cobrados de forma inesperada, as vendas ficaram mais caras e o comércio travou.

Empresas pararam de enviar cargas, e outras tiveram que negociar novamente os preços. Alguns produtos ficaram presos na fronteira, esperando uma solução. Isso afetou empregos, renda e até a arrecadação de impostos no Brasil, já que menos mercadorias foram vendidas.

Pequenos empresários, transportadores, agricultores e comerciantes foram diretamente prejudicados. A insegurança tomou conta, e muitos temeram que a situação se tornasse permanente.

Governo venezuelano corrigiu o erro

Felizmente, a situação foi resolvida rapidamente. Autoridades venezuelanas explicaram que tudo aconteceu por causa de um erro técnico no sistema de informática da alfândega. Eles afirmaram que não houve intenção política ou desrespeito ao acordo com o Brasil.

Com a ajuda de técnicos e conversas entre os dois países, o sistema Sidunea voltou a funcionar corretamente. O Seniat, que é como a Receita Federal da Venezuela, também retomou a emissão dos benefícios tributários, ou seja, voltou a aplicar a regra de não cobrar impostos dos produtos brasileiros.

Agora, as mercadorias voltam a entrar na Venezuela com isenção de 100% do imposto de importação. Isso significa que o comércio entre os dois países voltou ao normal, e os produtos do Brasil continuam competitivos, com preços mais baixos e mais acesso ao mercado venezuelano.


Com o fim da cobrança, as empresas ganham mais confiança para continuar exportando, mantendo milhares de empregos que dependem dessa relação. Além disso, os consumidores da Venezuela também se beneficiam, já que os produtos brasileiros são, em geral, mais baratos e de boa qualidade. Isso ajuda a manter o comércio ativo entre os dois países, o que é bom para os dois lados.

Mesmo sendo um erro técnico, esse episódio mostra como é importante ter acordos comerciais fortes e bem respeitados, garantindo que os países parceiros não cobrem impostos uns dos outros em determinadas situações. Isso facilita as trocas de produtos, ajuda as empresas a crescerem e melhora a vida das pessoas que trabalham com exportação.

No caso do Brasil e da Venezuela, o comércio entre os dois países é essencial para milhares de trabalhadores. Por isso, manter sistemas bem organizados e evitar erros como o que aconteceu na Venezuela é fundamental para não atrapalhar as trocas comerciais.

Com a situação resolvida, o comércio voltou a fluir. Empresas estão retomando suas exportações, e os trabalhadores voltam a operar normalmente. O episódio serve como um alerta, mas também como prova de que a cooperação entre os países pode resolver problemas rapidamente.
Certificados da Sidunea fazem parte de um acordo entre Brasil e Venezuela, assinado em 2014. Pelo acordo, a maioria dos produtos vendidos entre os dois países não paga imposto de importação | Foto: Reprodução / Canva

A situação aconteceu porque o sistema usado pela alfândega da Venezuela, chamado Sidunea, parou de reconhecer os certificados de origem dos produtos brasileiros. Esse documento é uma prova de que o produto foi feito no Brasil e é necessário para que as mercadorias tenham direito à isenção de impostos, ou seja, para não pagarem taxas ao entrar no outro país.

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Sobre o autor Saara Paiva

Jornalista, exploradora de eventos culturais e entusiasta da prática de esportes. Escreve sobre finanças sem palavras difíceis e com temas relevantes para quem vive a realidade brasileira.

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