Tornozeleira, vigilância e restrição total de comunicação
Antes mesmo da prisão domiciliar, Bolsonaro já usava tornozeleira eletrônica, como parte das medidas cautelares. Esse equipamento permite à Justiça acompanhar a sua localização em tempo real.
Com a nova ordem, as regras ficaram ainda mais rígidas. Além da proibição de sair de casa, ele não poderá receber pessoas sem autorização prévia, e qualquer visitante está proibido de usar celular ou gravar qualquer tipo de conteúdo durante a visita. O ex-presidente também não pode acessar telefone, internet ou redes sociais, nem por meio de familiares, assessores ou aliados.
Este não é o único caso envolvendo Bolsonaro na Justiça. Ele também é investigado por suposta tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022, além de outros episódios como o uso indevido de joias recebidas em viagens oficiais.
Mesmo com a prisão em casa, a situação do ex-presidente segue delicada. Ele e seus advogados devem recorrer da decisão, tentando reverter a ordem do STF. No entanto, enquanto isso não acontece, Bolsonaro permanece obrigado a seguir todas as determinações judiciais.
A decisão do Supremo reforça que ninguém está acima da lei, nem mesmo um ex-chefe de Estado. Moraes afirmou que a Justiça agiu com base em provas claras de desobediência.
Com a prisão domiciliar, o ex-presidente permanece sob vigilância, impedido de se manifestar politicamente ou influenciar outras pessoas. Caso volte a desrespeitar as regras, poderá ser enviado a um presídio comum. A nova fase do processo contra Bolsonaro mostra que a Justiça está disposta a impor limites mais rígidos diante de sucessivos descumprimentos.


