Logística e acessibilidade preocupam delegações
As críticas sobre a organização do evento se intensificaram após uma reunião emergencial do bureau da COP, realizada na última terça-feira, 29 de julho, convocada pelo Grupo Africano de Negociadores. O encontro ocorreu diante do temor de que os preços praticados em Belém inviabilizem a presença de países em desenvolvimento nas negociações.
Diplomatas relataram que a preocupação não se limita às nações de menor renda. Segundo informações obtidas pela agência Reuters, inclusive países europeus mais ricos enfrentam dificuldades para garantir acomodações. Alguns afirmam estar considerando reduzir o número de representantes enviados à COP30.
Entre os exemplos citados, o governo holandês afirmou que poderá enviar apenas metade dos cerca de 90 delegados que costumam participar do evento. Já o vice-ministro do clima da Polônia, Chris Bolesta, declarou que “provavelmente teremos que reduzir a delegação até o osso”.
Documentos da ONU apontam que o encontro foi convocado justamente para tratar dos “preparativos operacionais e logísticos para a Conferência sobre Mudanças Climáticas em Belém” e para abordar as preocupações de acessibilidade levantadas pelo grupo africano.
Segundo Richard Muyungi, presidente do grupo, o Brasil se comprometeu a apresentar um relatório com medidas corretivas em nova reunião marcada para 11 de agosto. Muyungi disse ainda que os países africanos não pretendem reduzir sua participação: “Estamos pressionando para que o Brasil forneça melhores respostas, em vez de nos dizer para limitar nossa delegação”.


