Diferenças do desemprego por gênero e escolaridade
Quando analisada com o viés de gênero, a pesquisa aponta que a taxa de desocupação entre os homens foi de 4,8%, enquanto entre as mulheres chegou a 6,9%. O levantamento mostrou também que o nível de instrução influencia diretamente o resultado: pessoas com ensino médio incompleto tiveram a maior taxa, de 9,4%.
Entre as pessoas que possuem nível superior incompleto, o índice foi de 5,9%, e para aqueles que concluíram o ensino superior, a taxa caiu para 3,2%, sendo esta a mais baixa entre os grupos avaliados.
O IBGE também apurou que a taxa de subutilização da força de trabalho, que inclui pessoas desempregadas, subocupadas ou que não procuram emprego apesar de estarem disponíveis para trabalhar, ficou em 14,4% no trimestre. O maior patamar foi observado no Piauí (30,2%), enquanto Santa Catarina teve o menor índice (4,4%).
Outro dado relevante é o contingente de pessoas que procuravam trabalho há dois anos ou mais, que somou cerca de 1,3 milhão. É o menor número para um segundo trimestre desde 2014, quando o total foi de 1,2 milhão. Em relação ao mesmo período de 2024, houve queda de 23,6%.
A população desalentada, formada por pessoas que não buscam trabalho por acreditar que não conseguirão, representou 2,5% da força de trabalho. Os maiores percentuais foram registrados no Maranhão (9,3%) e Piauí (7,1%), enquanto os menores estavam em Santa Catarina (0,3%) e Mato Grosso do Sul (0,8%).


