Informalidade e rendimento da população
O percentual de empregados com carteira assinada no setor privado ficou em 74,2% no país. Os maiores índices foram observados em Santa Catarina (87,4%), São Paulo (82,9%) e Rio Grande do Sul (81,2%). Por outro lado, Maranhão (53,1%), Piauí (54,5%) e Paraíba (54,6%) registraram os menores percentuais.
O trabalho por conta própria respondeu por 25,2% da população ocupada no trimestre. Rondônia liderou com 35,3%, seguida por Maranhão (31,8%) e Amazonas (30,4%). Os menores índices foram registrados no Distrito Federal (18,6%), Tocantins (20,4%) e Mato Grosso do Sul (21,4%).
A informalidade teve destaque em alguns estados: Maranhão (56,2%), Pará (55,9%) e Bahia (52,3%) tiveram os maiores percentuais. As menores taxas foram verificadas em Santa Catarina (24,7%), Distrito Federal (28,4%) e São Paulo (29,2%).
O rendimento real mensal habitual da população brasileira foi de R$ 3.477 no segundo trimestre. Apenas a região Sudeste apresentou aumento estatisticamente significativo, alcançando R$ 3.914. Nas demais regiões, o valor se manteve estável em relação ao trimestre anterior.
O cenário mostra que o mercado de trabalho vem se recuperando depois da pandemia, com aumento de vagas em áreas como serviços, comércio e construção. A queda no desalento, a estabilidade nos salários e o crescimento dos empregos com carteira assinada indicam uma melhora, embora ainda existam diferenças entre as regiões e alta informalidade no Norte e Nordeste.
Os resultados positivos em relação ao mercado de trabalho no período reforça a tendência de melhora observada desde o início de 2024, quando a economia começou a apresentar sinais mais consistentes de recuperação. O recuo da desocupação e a estabilidade no rendimento indicam um cenário de maior dinamismo econômico e ampliação das oportunidades de trabalho em boa parte do país.


