Produtores americanos pedem socorro
A perda de espaço deixou agricultores dos Estados Unidos em alerta. No dia 19 de agosto, a American Soybean Association, entidade que representa os produtores de soja do país, enviou uma carta ao presidente Donald Trump. No texto, os agricultores pedem que o governo feche rapidamente um acordo comercial com a China.
O documento afirma que os produtores não conseguem sobreviver a uma disputa longa com o seu maior cliente. A preocupação é justificada: na campanha 2023-2024, a China comprou 54% de toda a soja exportada pelos Estados Unidos, o equivalente a US$ 13,2 bilhões (o equivalente a cerca de R$ 72 bilhões).
Esse pedido de socorro mostra a dependência dos agricultores americanos em relação ao mercado chinês. Sem o país asiático, as contas não fecham, e a sobrevivência financeira das fazendas fica em risco.
O presidente Donald Trump, que voltou a assumir o cargo no início de 2025, tem feito da política tarifária uma de suas principais bandeiras. No começo de agosto, ele publicou mensagem em sua rede social pedindo que a China quadruplicasse as compras de soja americana. Segundo Trump, esse aumento ajudaria a reduzir o déficit comercial dos Estados Unidos e mostraria boa vontade de Pequim em meio à guerra tarifária.
A fala, no entanto, foi recebida com desconfiança no mercado. Analistas apontam que é improvável que a China aumente de forma tão abrupta as compras de soja americana, principalmente enquanto houver tarifas em vigor e uma oferta estável vinda do Brasil.


