Impactos nas importações
As tarifas também afetam as importações brasileiras, ainda que de forma indireta. Muitos setores nacionais são fortemente integrados às cadeias de produção dos Estados Unidos. Um exemplo é o carvão mineral, usado na siderurgia brasileira.
Em agosto, as importações vindas dos EUA cresceram 4,6%. No entanto, o ritmo de expansão foi bem menor do que em meses anteriores, quando havia registrado altas de 18,1% em julho e 18,8% em junho. Para a Amcham, isso demonstra que as tarifas estão influenciando todo o comércio bilateral, inclusive em operações de empresas que atuam nos dois países.
Especialistas avaliam que os efeitos do tarifaço tendem a se prolongar, já que as tarifas encarecem os produtos brasileiros e tornam alternativas de outros países mais atrativas para os compradores americanos.
O governo brasileiro ainda não anunciou medidas concretas de retaliação ou compensação, mas acompanha o impacto sobre os setores exportadores. Há também expectativa de que o tema seja discutido em fóruns internacionais de comércio, já que as sobretaxas podem ferir acordos da Organização Mundial do Comércio (OMC).
Enquanto isso, empresas brasileiras buscam diversificar destinos para reduzir a dependência do mercado norte-americano. A China, a União Europeia e países da América Latina aparecem como opções mais exploradas diante das dificuldades impostas pelas novas regras dos EUA.


