As semanas que antecedem o anúncio do Prêmio Nobel da Paz são frequentemente de grande tensão, tanto para as equipes dos indicados quanto para o júri. A expectativa em torno de quem será o laureado revela muito sobre o cenário político global.
Um exemplo notório foi a indicação de Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, que jamais escondeu seu desejo de receber a honraria. E por que tanto interesse? Porque o Nobel da Paz é visto por muitos como o título máximo que uma pessoa pode alcançar em vida: o de pacificador do planeta. Desde sua fundação, é o “prêmio dos prêmios”, consagrando seus vencedores na história.

O comitê já reconheceu figuras por seus esforços em negociações complexas, como Yasser Arafat, Shimon Peres e Yitzhak Rabin, por suas contribuições aos Acordos de Paz de Oslo. Também homenageou líderes de movimentos por direitos civis, como Martin Luther King Jr. — que, aos 35 anos, foi o mais jovem a recebê-lo em 1964 e doou o valor para a causa — e Desmond Tutu, uma voz poderosa contra o Apartheid na África do Sul.
A história do prêmio é repleta de momentos marcantes. Em 1948, ano do assassinato de Mahatma Gandhi, o prêmio não foi concedido. Segundo a organização, não havia nenhum candidato vivo à sua altura. Em outro extremo, entre 1935 e 1936, Adolf Hitler proibiu que cidadãos alemães recebessem qualquer prêmio Nobel após o comitê laurear o pacifista e jornalista Carl von Ossietzky, um crítico do regime nazista.


