Matson é o principal alvo das novas taxas
Especialistas apontam que o principal impacto da medida chinesa deve recair sobre a Matson, a maior empresa de transporte marítimo dos Estados Unidos e a 29ª no ranking mundial em capacidade de contêineres, de acordo com dados da Alphaliner, uma plataforma de consultoria e inteligência de dados para o setor de transporte marítimo de contêineres. A companhia opera 29 navios e tem forte presença nas rotas transpacíficas, especialmente entre a costa oeste dos EUA e portos asiáticos.
O navio Daniel K. Inouye, principal embarcação da Matson, tem 18.478 toneladas líquidas e, segundo cálculos do setor, poderá pagar cerca de 7,4 milhões de yuans por viagem (cerca de R$ 5,8 milhões, considerando o câmbio médio de R$ 1,45 por yuan), valor que deve subir para mais de 20 milhões de yuans (em torno de R$ 16 milhões) até 2028.
Se mantiver a atual frequência de viagens, a empresa poderá acumular mais de 100 milhões de yuans por ano, o que equivale a aproximadamente R$ 80 milhões em taxas portuárias.
Desde o anúncio das medidas norte-americanas e da retaliação chinesa, as ações da Matson recuaram quase 7% entre os dias 6 e 9 de outubro na Bolsa de Nova York, refletindo a preocupação dos investidores com o aumento dos custos operacionais e a possibilidade de um prolongamento da disputa comercial.


