Mercado de trabalho e nível de ocupação
O Censo 2022 também mediu o chamado “nível de ocupação”, que é a proporção de pessoas com 14 anos ou mais que estavam trabalhando. O índice nacional ficou em 53,5%. Entre os homens, 62,9% estavam ocupados, enquanto entre as mulheres o percentual foi de 44,9%. A faixa etária com maior participação no mercado de trabalho foi a de 35 a 39 anos, com 72,8%.
Entre os jovens de 14 a 17 anos, o nível de ocupação variou entre 11% e 13%, refletindo o maior tempo dedicado aos estudos. Já entre os idosos com 65 anos ou mais, apenas 14,9% continuavam trabalhando, o que é comum diante da aposentadoria e das limitações físicas.
Desigualdade estrutural
Os dados mostram que o Brasil segue com uma das maiores concentrações de renda da América Latina. Embora o percentual de pessoas com renda muito baixa tenha diminuído ligeiramente desde o Censo de 2010, o grupo com rendimentos mais altos também encolheu.
Em 2010, cerca de 9,6% dos trabalhadores ganhavam mais de cinco salários mínimos; em 2022, essa fatia caiu para 7,6%. Já o grupo que recebia até um salário mínimo representava 36,4% em 2010 e 35,3% em 2022. Ou seja, houve pouca mudança estrutural na distribuição da renda do trabalho ao longo de mais de uma década.
O levantamento completo do Censo 2022 sobre trabalho e rendimento está disponível no site do IBGE e detalha as diferenças por estado, cidade, gênero, cor, escolaridade e idade.


