O que a investigação encontrou: laranjas, empresas de fachada e falsificação digital
As apurações apontam uma série de irregularidades. O MP-RN identificou indícios de que algumas empresas eram de fachada, registradas em endereços inexistentes ou que continuaram operando mesmo após terem sido encerradas na Receita Federal.
Também foram identificados casos de “laranjas”, pessoas usadas para registrar empresas, apesar de terem perfil socioeconômico incompatível com os altos valores movimentados. Esse tipo de prática dificulta o rastreamento dos verdadeiros responsáveis e facilita atividades ilícitas.
Há ainda suspeitas de crimes contra as relações de consumo. Segundo o Ministério Público, algumas plataformas usavam falsificação digital institucional, como injeção de códigos em domínios de boa reputação, incluindo “.gov.br” e “.edu.br”, para enganar consumidores e transmitir uma falsa aparência de credibilidade.


