“Silva” permanece como o sobrenome do Brasil
Além dos nomes próprios, o Censo revelou, pela primeira vez, o retrato dos sobrenomes. Silva aparece muito à frente dos demais: 34.030.104 brasileiros, representando 16,76% da população. Santos ocupa a segunda posição, com 21.367.475 registros. Depois vêm Oliveira, Souza, Pereira, Ferreira, Lima, Alves, Rodrigues e Costa. O IBGE identificou mais de 200 mil sobrenomes diferentes no país.
Sobrenomes mais comuns no Brasil – Censo 2022

Esses sobrenomes vêm principalmente da colonização portuguesa e se espalharam por todas as regiões ao longo dos séculos. A plataforma permite descobrir em quais estados cada sobrenome é mais frequente e se a distribuição mudou com o tempo.
Nomes raros existem, mas nem todos aparecem no portal
A divulgação dos nomes obedece à regra de sigilo estatístico. Só entram na consulta pública registros com 20 pessoas ou mais. Abaixo desse número, o IBGE oculta a informação para evitar que alguém seja identificado.
Mesmo no limite mínimo, surgem nomes raríssimos: Abão, Acrinaldo, Adalgiso, Guvania, Joeza, Jocirleide, Laplace, Kynara, Nagali e Tertolino aparecem com apenas 20 registros no país. Quando o nome é tão incomum que poderia deduzir a identidade de alguém, o portal omite localização e outros detalhes.
Plataforma também compara o Brasil com outros países
O site não mostra apenas os números do Brasil. Há um mapa mundial de nomes populares. Na China, por exemplo, Wang aparece entre os mais comuns. Nos Estados Unidos, um dos líderes é John. A comparação ajuda a entender como diferentes culturas influenciam escolhas ao longo do tempo.
Além disso, a plataforma traz gráficos de popularidade ano a ano. É possível visualizar, por exemplo, em quais anos Helena explodiu, quando Enzo atingiu o pico e em que momento Terezinha saiu de moda. Também dá para buscar idade mediana, sexo, município de nascimento e significado dos nomes.

A história que os nomes contam
O painel do IBGE mostra que os nomes funcionam como espelho da sociedade. A força de Maria e José demonstra tradição religiosa, especialmente católica. Já a ascensão de Gael, Helena e Enzo revela influência global, cultura pop e a preferência por nomes curtos.
Ao mesmo tempo, os sobrenomes apontam para raízes portuguesas e para a miscigenação que formou o país. Silva e Santos não estão ligados a apenas uma região ou classe social: aparecem em todo tipo de família, de norte a sul.
O IBGE diz que o portal ajuda pesquisadores, empresas e jornalistas a entender mudanças culturais e gerações, mas também diverte o público que quer descobrir quantas pessoas têm o mesmo nome e onde estão os “xarás”.


