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Brasil cria 85 mil empregos formais em outubro, mas ritmo desacelera em meio a juros altos

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Serviços e comércio sustentam saldo positivo, enquanto indústria e agro recuam

A criação de empregos ficou concentrada em poucos setores. O de serviços, que engloba áreas como educação, transporte, atendimento e saúde, abriu 82.436 vagas e foi o principal responsável pelo crescimento em outubro. O comércio também teve bom desempenho e finalizou o mês com 25.592 novos postos.

Em sentido oposto, a indústria perdeu 10.092 vagas, a agropecuária registrou saldo negativo de 9.917 empregos, e a construção civil encerrou o mês com queda de 2.875 vagas. Esses setores vêm enfrentando redução de demanda e dificuldade de crédito, fatores que afetam diretamente as contratações.

O comportamento regional foi mais favorável, já que 21 dos 27 estados registraram saldo positivo. São Paulo ficou com a maior criação de empregos em números absolutos, seguido pelo Distrito Federal e por Pernambuco. Na comparação proporcional ao estoque de empregos, o Distrito Federal liderou, avançando 1,5%.

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Sobre o autor Saara Paiva

Jornalista, exploradora de eventos culturais e entusiasta da prática de esportes. Escreve sobre finanças sem palavras difíceis e com temas relevantes para quem vive a realidade brasileira.

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