Ministro atribui ritmo menor a juros altos e pede mudança na política do Banco Central
A queda no ritmo de criação de empregos reacendeu a discussão sobre o impacto da taxa básica de juros, a Selic, definida pelo Banco Central do Brasil (BC). Em 2025, a Selic chegou a 15% ao ano, patamar considerado alto pelo governo.
O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, afirmou que a política atual de juros está “segurando investimentos” e dificultando a expansão das empresas. Para ele, o custo elevado do crédito faz com que negócios adiem projetos e reduzam contratações.
Marinho disse que desde o meio do ano alerta para o risco de desaceleração da economia. Segundo ele, quando os juros permanecem muito altos por um período longo, “a economia começa a perder força até parar”, o que acaba afetando diretamente o mercado de trabalho. O ministro defendeu que o Banco Central reveja sua estratégia para estimular o crescimento e evitar novas quedas no ritmo de contratações.
Apesar da desaceleração, o governo considera que o mercado de trabalho continua mostrando resistência. No entanto, a continuidade desse movimento depende da recuperação do crédito, da redução dos juros e da retomada do investimento privado.


